O OWASP Top 10 é o documento de referência mais importante sobre segurança de aplicações web. Publicado pela Open Worldwide Application Security Project (OWASP), ele lista as 10 categorias de vulnerabilidades mais críticas, baseado em dados reais de milhares de aplicações testadas globalmente.

Para qualquer empresa que desenvolve ou opera aplicações web, conhecer o OWASP Top 10 não é opcional -- é fundamental para proteger dados, cumprir regulamentações e evitar incidentes.

A01: Broken Access Control (Controle de Acesso Quebrado)

A vulnerabilidade mais prevalente. Ocorre quando usuários conseguem acessar recursos ou executar ações fora de suas permissões. Exemplos: acessar dados de outros usuários alterando um ID na URL, escalar privilégios de usuário comum para admin, ou acessar endpoints de API sem autenticação.

Como prevenir: negar acesso por padrão, implementar controle de acesso no servidor (nunca no cliente), validar permissões em cada requisição.

A02: Cryptographic Failures (Falhas Criptográficas)

Dados sensíveis transmitidos ou armazenados sem criptografia adequada. Inclui uso de algoritmos obsoletos (MD5, SHA1 para senhas), certificados TLS mal configurados, e dados sensíveis em texto plano no banco de dados.

Como prevenir: usar TLS 1.3, criptografar dados em repouso com AES-256, hash de senhas com bcrypt/Argon2, não armazenar dados sensíveis desnecessariamente.

A03: Injection (Injeção)

Uma das vulnerabilidades mais conhecidas. Ocorre quando dados não confiáveis são enviados a um interpretador como parte de um comando ou consulta. SQL Injection, NoSQL Injection, OS Command Injection e LDAP Injection são os exemplos mais comuns.

Como prevenir: usar consultas parametrizadas (prepared statements), ORMs seguros, validação e sanitização de input, princípio de menor privilégio no banco.

A04: Insecure Design (Design Inseguro)

Falhas de arquitetura e design que não podem ser corrigidas com uma implementação perfeita. Exemplo: um sistema de recuperação de senha baseado em perguntas de segurança é inseguro por design, não importa quão bem seja implementado.

Como prevenir: threat modeling, design patterns seguros, requisitos de segurança desde o início do projeto, revisão de arquitetura.

A05: Security Misconfiguration (Configuração Incorreta)

Configurações padrão inseguras, features desnecessárias habilitadas, permissões excessivas, mensagens de erro detalhadas expostas, headers de segurança ausentes. Extremamente comum em ambientes cloud.

Como prevenir: hardening automatizado, revisão periódica de configurações, remover features/componentes não utilizados, headers de segurança (CSP, HSTS, X-Frame-Options).

A06: Vulnerable and Outdated Components

Uso de bibliotecas, frameworks ou dependências com vulnerabilidades conhecidas. Um único componente desatualizado pode comprometer toda a aplicação.

Como prevenir: inventário de dependências, monitoramento contínuo (Dependabot, Snyk), política de atualização, remover dependências não utilizadas.

A07: Identification and Authentication Failures

Falhas em autenticação e gerenciamento de sessão: senhas fracas permitidas, falta de MFA, tokens de sessão previsíveis, sessões que não expiram, credential stuffing sem proteção.

Como prevenir: MFA obrigatório, política de senhas fortes, rate limiting, tokens seguros e rotacionados, invalidação de sessão no logout.

A08: Software and Data Integrity Failures

Código ou dados que não são verificados quanto à integridade. Inclui pipelines de CI/CD inseguros, auto-update sem verificação de assinatura, deserialização insegura.

Como prevenir: verificação de assinatura digital, SRI (Subresource Integrity) para CDNs, revisão de pipeline de deploy, não deserializar dados não confiáveis.

A09: Security Logging and Monitoring Failures

Sem logs adequados, sem monitoramento e sem alertas, um ataque pode durar meses sem ser detectado. O tempo médio de detecção de uma brecha é de 204 dias segundo a IBM.

Como prevenir: logging centralizado (SIEM), alertas para eventos críticos (falhas de login, escalação de privilégio), plano de resposta a incidentes, testes do plano.

A10: Server-Side Request Forgery (SSRF)

A aplicação faz requisições a recursos internos baseado em input do usuário sem validação. Permite acessar serviços internos, metadata de cloud providers (169.254.169.254), e pode levar a RCE.

Como prevenir: validar e sanitizar todas as URLs de input, bloquear ranges de IP internos, segmentar rede, desabilitar redirecionamentos HTTP.

Como o PentestGPT testa o OWASP Top 10

Em cada pentest de aplicação web, validamos sistematicamente todas as 10 categorias do OWASP usando uma combinação de ferramentas automatizadas, análise assistida por IA e validação manual por especialistas. O relatório final mapeia cada vulnerabilidade encontrada à categoria OWASP correspondente, com evidência, impacto e recomendação de correção.

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